Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

quinta-feira, julho 29, 2010


Essas palavras

O silêncio penetra minha alma. Tudo ao meu redor não protesta. Ninguém me entende. Eu grito, ninguém escuta. Quero falar, não consigo. Palavras presas na minha garganta, não deveria. Nunca quis um ombro amigo pra me consolar, o sufoco era tolerável antes. Até que o antes já tinha chegado ao fim e não aguentava mais as palavras só pra mim. Eu queria dividir meus sentimentos com alguém. Começou pelas minhas amigas. Terminou com ele. E terminou de um modo inesperado.

Coisas assim eu nunca espero, como eu poderia esperar escutar tudo aquilo? Às vezes lamento pelo que passou, desde o início procurava a felicidade perdida por aí. A borboleta da felicidade nunca tinha pousado no meu ombro. Ela tinha medo de mim, eu tinha medo dela. Até o dia que fiz o silêncio suficiente e a deixei me encontrar, tinha que superar meu medo. Eu sabia que outra borboleta estava com ele, por que não encontrar a minha? E a felicidade encontrou de modo inesperado -outra vez- a mim. Eu estava feliz, ainda estou feliz -por mais que tenha horas que acho que eu esteja mentindo pra mim mesma, como agora. Mas eu tinha a necessidade de dividir o que sinto e isso me faz falta agora. Metade de mim está perdida por aí e quanto mais tento me preencher, mais me dói e se transformam em palavras - essas palavras. E quanto mais tento me preencher, mais me divido, mais me falto. Mas acabo encontrando a felicidade por aí mas o coração sempre domina a razão e logo já não tenho mais nada, de novo. Esses pensamentos e palavras me picam, como abelhas. Talvez como vespas, porque abelhas morrem depois de picarem uma vez. O enxame em mim, na minha cabeça,  barulhento pedindo -atenção! Vespas e não abelhas, mil picadas dentro da minha cabeça com os mesmos pensamentos e sentimentos. Queria encontrar alguma solução, algo que espante tais vespas e aproxime as borboletas. Desculpe o egoísmo, mas cansei de sair dividindo minha felicidade com quem não a merece, quero preencher o que falta, sem palavras e sem dor. Apenas quero uma solução, algo que me faça feliz por inteiro, não pelas metades. E bem, procurei nos livros e não achei nenhuma resposta. Alguém consegue me ajudar? 

É, ninguém me entende. Eu grito, ninguém escuta. Minha dor, minhas borboletas e vespas. Tudo só pra mim.E agora percebo que sempre fui egoísta.
Desde o início. Desde sempre.
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