Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

domingo, setembro 05, 2010


Desde Sempre, Ou Quase Isso

Minha mente enche-se de pensamentos. Mais. Mais. A ponto de quase explodir. Estou em todos os lugares. Estou aqui enquanto estou ao lado dele tomando um café com torradas. Estou na praia enquanto pego na mão de uma criança para atravessar a rua. Estou resolvendo um exercício de física enquanto compro um sapato. Estou amando enquanto deito na cama e olho fixamente para o teto. Difícil de explicar. Com meus pensamentos vou longe. Além do que constatam ser possível. No meu mundo. Sinto que estou onde quero estar, mesmo quando preciso andar milhas e milhas para chegar a tal lugar. Eu acredito que é possível. E consigo. Não faço tudo, mas sinto. Sinto o sorriso dele, sinto o gosto de café com torradas, sinto a areia  e a água do mar tocando meus pés. Tudo ao mesmo tempo. Enquanto meus dedos tamborilam sobre o teclado. Consigo sentir que consigo. Complicado. 
Pode não ser algo comum agora. Essa coisa de sentir que é capaz de fazer algo. Cada vez todo mundo tem menos vontade de acreditar em si. As vezes esqueço de acreditar em mim. Já fui capaz de me declarar, já fui capaz de odiar quem amo, já fui capaz de dizer adeus. E parece idiota quando deixo de acreditar em mim depois de tudo. Fui insegura a cada vez que tentei me declarar. Tive medo de odiá-lo. Chorei ao dizer adeus. Não sou de ferro. Sou de carne, de osso e de coração. Muito sentimento. Mais do que deveria.

Mas a insegurança de fazer algo, de recomeçar, pode estragar tudo. Pode parecer estranho. Mas reescrever um texto é bem mais difícil do que começar um novo. Reescrever uma história antiga é quase impossível. Mas eu me apego tanto às coisas que já existem... Na tentativa de reformular uma história antiga - a minha história, eu acabo me frustrando. Me prendo nas vírgulas com medo do ponto final. Paro nas reticências com medo de encontrar alguma dúvida por aí. 
Sentir tudo o que sinto, me confunde. Diria até que ninguém além de mim consegue sentir isso. Mas sei que é mentira, você sente, não sente? Mas o impulso vital me empurra pra frente. Tenho que sentir. Tenho que lidar com os pontos finais e com as dúvidas. As interrogações de quem não sabe se fez a coisa certa na hora certa. Nunca faz. Sempre é um erro. 
Minha história antiga ainda fascina alguns. Alguns que não a vivem durante seis anos. Gostaria de reescrevê-la. É quase impossível, eu sei. Mas tantas coisas impossíveis que não fiz no medo de chegar a lugar nenhum, agora é mais do que necessário mudar essa minha visão. Agora sirvo pra isso. Pra fazer o impossível. Lutar contra cada vírgula, cada ponto final e encontrar minha exclamação. Minha vitória na minha própria história de inseguranças, pensamentos e sentimentos. Sei que demora começar (e terminar) um texto, mas meu texto reescrito tem alguns problemas ortográficos. Não sei o que faço. Mas como eu disse, consigo sentir que consigo. É complicado. Mas essa sou eu, prazer!
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