Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

quarta-feira, setembro 01, 2010


Não faltar-lhe-á amor

Necessito de mais, muito mais. Não sei o que quero, mas quero mais. Talvez mais amor, ou mais remédio para dor de garganta, eu não sei. Tenho essa mania de sempre querer tudo em excesso, porque odeio sentir falta das coisas. Odeio sentir que falta algo - porque sempre falta. A sensação de que falta uma única peça no seu quebra cabeça, desvaloriza as outras 4999 que você passou a semana inteira encaixando. Sinto falta de pouco. Talvez duas respirações a menos por minuto me faz falta. Atualmente, nada parece se encaixar, e logo desisto de terminar o meu quebra cabeça na segunda peça. Cansa saber que falta 4998 peças para formar uma mera imagem. Me perco tanto por aí, perco partes do meu coração, dos meus objetivos por um simples 'sim'. Dizer 'sim' quando se quer -e se ensaiou- dizer um 'não', me faz perder mais uma parte de mim.
Deveria ter dito não, mas como desperdiçaria os poucos momentos que passo com ele? Cada segundo é precioso e nestes 'poucos momentos' são os únicos instantes que não me preocupo se minha respiração está mais acelerada ou mais lenta. Não me preocupo com o tanto de ar dentro de mim, porque nesses momentos eu me encho de mim, me sinto inteira, com todas as partes perdidas, coladas minuciosamente. Me sinto tão bem! Acredite ou não, mas uma das melhores sensações que já experimentei é vê-lo dormindo, quando acordo cedo pensando que tudo isso não passou de um sonho. Não, não é um sonho! Ele está ali, com a sua respiração devidamente contada e enrolado na coberta xadrez vermelha, sua favorita. Ele se recusa a dormir sem ela, mesmo que o quarto abafado e de teto baixo lhe faça suar. Saio na ponta dos pés e arrumo meu cabelo no espelho, pra logo depois voltar pro quarto e sentar na beira da cama e começar a sacudi-lo enquanto ele murmura estar com sono e que está cedo. O suave toque da pele bronzeada e o cabelo macio, me completa, de alguma forma. Sinto-me bem, quando ele simplesmente tira minha mão de cima da coberta xadrez dele. Não me falta nada, sinto que não. Quando ele apertava minhas bochechas e me tratava como uma criança, eu me sentia completa. Ou até mesmo quando ele me zombava sobre o Diafragma, eu me sentia bem. Posso explicar? Eu apenas afirmei o lugar do diafragma e ele disse que era na garganta. Pois bem, aluna excepcional de Ciências, sabia que estava certa. Ele precisou confirmar minha informação, e sim, eu acertei. E mesmo assim, amenizei a perda dele -como fui tola!-, mas me senti completa quando ele admitiu o erro. Me sinto completa com pouco, mas apenas com ele. Apenas o sorriso dele e a cara de quando ele fala "Pudim", me faz sentir bem. Agora percebo o que falta, não é amor - isso tem de sobra- nem remédio pra dor de garganta por mais que a minha queime a arde agora. Sinto falta dele, sinto falta de me sentir completa. Sinto falta da sua voz e do seu diafragma "na garganta". Por que você está tão longe?


*Totalmente sincero, totalmente meu. Eu não me lembrava do "Pudiiiiim" a vinte minutos atrás, e sim, essa mera palavra pronunciada da boca dele, me fazia sentir bem. E agora choro por causa disso, por causa dele.Desculpe o desabafo, cansei do sufoco.*
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