Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

segunda-feira, outubro 25, 2010


Amor de Pelúcia

Andei mais depressa fugindo de você. Andei mais depressa para minha cama quentinha para poder chorar com o único que me entende. Aquele urso de pelúcia que você me deu. Que é fofo e ainda diz eu te amo quando eu preciso ouvir. Você não é o primeiro idiota a aparecer na minha vida. É o terceiro ou quarto. Mas por um tempo você parecia tudo para mim. Não sei se foi atração, paixão ou amor, já que dizem que amor é para sempre mas eu já bem espero que esse para sempre acabe. Talvez uma paixão, vai. Enfim, eu realmente estava feliz. Eu estava conseguindo esquecer um outro idiota, mas que irônico, estava me apaixonando por outro. É, você mesmo. Eu me perguntei por um instante porquê estava trocando um idiota por outro e a resposta veio antes mesmo de colocar um ponto de interrogação na pergunta. Porque você estava por perto e conseguia me entender. Mas isso não foi suficiente.
Aconteceu muito rápido, de repente. Diria que do nada. Eu fiquei tentando encontrar algum motivo para que você começasse a conversar comigo e me dar umas indiretas. Do. Nada. Antes era assim o nosso diálogo: Oi > Oi e fim. Depois de um dia pro outro vinte e cinco horas por dia de assuntos infindáveis. E lá estava eu iludida de novo, achando que as coisas na minha vida estavam começando a entrar nos eixos. Eu acordei minhas borboletas e coloquei o urso de pelúcia na prateleira achando que ele seria desnecessário. Me enganei de novo. Não deu tempo nem de empoeirar. Eu tinha esperanças!Você disse que tudo que vem fácil, vai fácil. Se isso foi mais uma indireta, eu não entendi. Aconteceu muito rápido, de repente. Diria que do nada. Você distanciou-se de mim e não disse nem um tchauzinho. Do. Nada. Eu esperava por mais, não sei. Mas você sabe, para mim foi tempo suficiente porque os dias mais felizes da minha vida se resumem em uma semana. E com você durou quatro meses. Isso é relativamente tempo demais para mim. Para apaixonar, para iludir, para sofrer.Agradeço, meu querido idiota, por ter passado pela minha vida. Por mais que tenha me feito sofrer, eu aprendi muito com você. Percebi que nenhum amor é para sempre e sentimento uma hora desgasta e acaba. As borboletas morrem, mas sempre deixam novas, para que nunca se extinguam. Meu sentimento por você pode ter chegado ao fim, mas deu a oportunidade de que novas borboletas nascessem e me permitir amar outro idiota. Você mesmo disse. Todo fim é um novo recomeço. Obrigada por me mostrar que os fins não são tão traumáticos e o recomeço pode fazer bem. Que devo valorizar quem me ama. E para recomeçar, um ou dois. Ursos de pelúcia, claro.
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