Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

segunda-feira, agosto 08, 2011


Do meu silêncio daqui de cima

Isso é mais que um desabafo. Tem veneno aqui. Há motivos de tanta ausência e possíveis justificativas para isso. Quero contar algo que você provavelmente já sabe, e se meus textos te agradam, deve ter percebido que eu estou mudando. Aos poucos, mas estou. E essa mudança, pela primeira vez, consigo senti-la, dia após dia, acontecer. 
Mudança boa ou ruim, vai depender do ponto de vista.
Tipo daqui de cima.
Não, não sou mais a mesma. Aquela garotinha de um ano atrás, apaixonada e louca por um babaca que agora tá aprendendo o que é a vida. Mesmo que eu não tenha avisado sobre nada, eu sabia que aconteceria. Que ele, mais cedo ou mais tarde, longe de mim, aprenderia a cair do pior jeito. O melhor de tudo que nem precisei usar veneno algum. Certas vezes o silêncio é uma arma letal, e confesso, ultimamente é a minha preferida. Aquela garotinha ingênua que insisti em deixá-la no passado, às vezes volta. Pedindo chocolate, travesseiro e colo. Querendo lembranças, sentimentos e sorrisos.
Mas sinceramente, cansei.
Cansei, sabe? Eu amei tanto, mas tanto, que por muito tempo, deixei de me amar. Não existia orgulho, só existia uma máscara. Uma máscara que botava nos olhos, o restinho desse sentimento para parecer que eu não estava cometendo uma loucura, literalmente. Foi aí que eu percebi, que amor para mim, poderia ser, além de uma grande perda de tempo, o pior erro. Afinal, o que eu estava pensando enquanto insistia em algo que jamais daria certo?
A verdade é justamente essa.
Eu não pensava mais nas consequências. Eu só... amava.
Silenciei, pois. Gritei com a cabeça o que o coração já não entendia. Queimei cartas, guardei fotos, excluí conversas. Parei de procurar e de querer ser a primeira a saber de tudo, sempre. Aliás, isso foi uma missão um tanto difícil, para alguém tão distante. Liguei o foda-se e lembrei de todos os venenos que apenas de vez em quando usava.
E aprendi o poder do silêncio.
Só que um, silêncio que presencia, que sabe e principalmente, entende.
Foi quando comecei a não precisar insanamente de amar. O que era loucura, virou amor. Amor virou paixão. Paixão, amizade. Amizade, contato. Contato, passado. Por fim, nunca mais. A mudança, boa ou ruim, foi a frieza. Afirmo com convicção. Sou fria mesmo. Sabe esse blábláblá de sentir? Não quero mais na minha vida. Vejo um monte de garotas por aí que dizem amar alguém que conheceram tipo um mês atrás no shopping. Amor? Chamam isso de amor?
Amor tem uma idosa de oitenta anos, pelo seu marido da vida inteira. Amor tem uma mãe pelo seu filho. Amor tive eu, que amei por seis anos sem medir a altura do tombo.
Para mim não existe mais amor. Em raríssimos casos, e só. O resto é genérico e camuflado. Tudo é amor, agora. Atração, paixonite, uma semana de cama: amor. Tô sendo rigorosa? Fria? Aprendi a enxergar essa realidade da pior forma, e um conselho, não deixe a vida te fazer aprender desse jeito. Ainda é tempo, querida amiga. 
Essa frieza é sinônimo de escudo.

Protege, protege mesmo. Não quero mais saber de garotos bonitos, que provavelmente no fim da história, levarão um pouco do meu veneno pra casa. O silêncio, que é mais uma armadilha, torna o caos certo. Não quero nem saber, de garotos de balada. De xavecos esdrúxulos e facilidade. Ainda dá pra complicar? Então complico. Tudo isso pode parecer um discurso feminista e até tolo, mas não é qualquer garoto que me convence mais. Não é qualquer garoto que dou moral (ou vice-versa) que por uma noite, me fez um pouquinho feliz. Não consigo mais engolir o pensamento da maior parte dos garotos, de achar que vinte numa noite é normal. E sabe esse silêncio? Vai incomodar, mas do outro lado da história. Porque garotos sabem o quanto nós somos persistentes e insistentes se a gente colocar na cabeça que ele é o abre aspas amor fecha aspas da nossa vida. 
Aí o silêncio é tudo.
O ponto é: agora eu não faço mais questão de tudo isso. Para uns o vulgo (desculpa a expressão horrível) cu doce, para outros, se valorizar. Para mim, nem um, nem o outro. Vejo tudo isso apenas como questão de burrice ou não. De aceitar ou não. De ilusão ou não. É uma escolha, e eu escolhi ser fria. Lado ruim dessa mudança? Não tenho mais toda a inspiração para escrever. Olho essa tela, penso penso penso, e tudo que concluo sem nada concluir, é que eu já não sei mais como amar. E se um dia eu soube, já faz parte do passado, e de nostalgia não consigo tirar palavras tão doces assim. 
Para mim, elas parecem mentiras. Mentiras que eu acreditei por uma boa parte da minha vida. 
É horrível, admito. Justo eu que vivia não no mundo da lua, mas em outra galáxia. Outra dimensão, outra vida. É quase incompreensível que hoje eu viva sem todas essas baboseiras adolescentes. Mas olhe só!, eu ainda estou aqui. Viva, só que fria. Um caloroso pedido de desculpas, se recentemente não cuido mais do blog como antes. O problema é que antes o que me inspirava já não me inspira mais. Juro, juro que tento sentir, só para ver se eu ainda vivo como vocês. Mas agora eu tô na Terra, e vocês na galáxia.
Se eu tô gostando de alguém? Sim, e muito! Por enquanto em silêncio, mas pasmem: a garotinha ingênua ainda está aqui! Agora (pasmem novamente), estou dividida entre dois possíveis futuros amores. Dividida entre dois garotos maravilhosos que hoje, não sei qual escolheria. Garotos ideais, essa seria a definição. Mas ainda bem. Ainda bem que eu tô em dúvida entre o dois bons garotos, e não entre álcool e droga. Viu, ainda sei pensar pelo lado positivo. 
Agora o futuro... o futuro só Deus dirá. Vai depender do que eu farei questão ou não de sentir, e se eu vou deixar essa mudança me congelar por completo. Não se preocupe, continuarei escrevendo e prometo, tentando sentir. Se tudo começar de novo, ótimo! Já sinto falta de tudo que eu sentia e me fazia escrever. Por enquanto, deixo rolar. Fria, racional, mas ainda um pouco garotinha. E do resto que ficou para trás, passado. Daqui para frente, novas mudanças. Não se esqueça, às vezes você não precisa das palavras para atingir uma pessoa. Experimenta só um pouquinho desse veneno, e aprenda a amar o silêncio. 
Daqui de cima, meu reino.
Só que agora, sem palavras.

Espero que vocês realmente entendam. Desculpa de verdade se já não escrevo tanto. Além do ensino médio, sentir também é algo que necessita de muita dedicação. De coração, Mari.
Comentários

1 comentários:

manahatori disse...

oi adorei seu blog
segui o meu?
islandgirls-manahatori.blogspot.com
bjos espero que nao seja pedir d+

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