Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

quarta-feira, agosto 31, 2011


Quanto é o Xerox, moça?

A sensação que tenho é que daqui para frente, tudo só tende a piorar. Piora porque nem mesmo o próprio ser humano é digno de admitir ser quem é. Concluí que existem diferentes maneiras de viver: alguns vivem, enquanto outros acham que vivem, e por fim, aqueles que vivem tentando ser como os verdadeiros donos de vida. Esse é um assunto tão sério que chega a ser ameaçador. Sinceramente, a impressão que eu tenho é que não posso olhar para o lado, que sempre terá alguém querendo ser como eu.
E o pior de tudo, querendo ser a Garota Veneno.
Choca-me, mesmo que sem espanto, que atitudes assim viessem a acontecer. Aliás, já acontecem há tanto tempo. Só que desse vez percebi que não existem mais limites. Cada vez mais vejo por aí, vidas e mais vidas desgastadas na escravidão de sentir. Só que esse é um sentir um tanto falso, porque eles, por si só já sabem o quanto forjam a realidade que vivem. Porque esses, sem dignidade de acreditarem no seu próprio potencial, preferem fingir autoria de vitória alheia, do que se esforçarem em prol de um sonho que na vida dos outros já é realidade. 
Por mais que ache ser assim. tão melhor do que eu.
Mesmo sabendo que não passa de uma cópia mal feita.
Encarar isso com maturidade é um desafio, já que lidar com alguém de mentalidade tão pobre, não é, nem de longe, fácil. Não chegar e falar na cara tudo que prende-se à garganta, é uma meta que cumpro comigo mesma para transformar em palavras o veneno que me transborda. Sem nomes ou resquícios, esperar que quem plagia tenha certeza para quem destino tudo isso. Só para bater o sentimento de culpa e tentar desviar, sem sucesso, o que por natureza não lhe fora dado como capacidade. Afinal, é muito mais fácil dizer-se inocente que admitir-se fraco. Fingir que não existe fracasso, inveja, derrota e falta de criatividade, do que solicitar-se algo muito pior do que corpo: vida.
Daqueles que me veem como uma inspiração, algo a ser visto com bons olhos, sinto-me orgulhosa. Se sou vista como exemplo, engrandece e fortalece o que faço por amor, que só sei fazer sozinha. Daqueles que se inspiram mas não admitem, que plagiam e não dizem, resta-me o que merecem: muito, mas muito veneno. O sentimento é quase de raiva, se não fosse o silêncio que faço questão de penetrar na alma repleta de culpa. É quase inacreditável que agora existam pessoas que não sejam capazes nem de escrever sobre elas mesmas, sem cópias. Do que é mais íntimo, singular e único de alguém (leia-se autobiografia) vejo longos e incessantes ctrl C, ctrl V. Acho que não ensinaram que não existe copiar-colar autêntico, tampouco com originalidade.
Mas isso me revolta mesmo. Até certo ponto, vejo com tristeza e com muita pena. Fico imaginando que vida medíocre leva alguém que não seja capaz de admitir a própria derrota, justo alguém que por tanto tempo dedicou-me adjetivos pejorativos e baixos. Alguém que se julga perfeita, e entenda como uma ironia, não tem rostinho de boneca ou bochechas rosas – risos. Alguém que só sabia me difamar, mas no fundo, depois te tanto e ainda negando, leva-me como exemplo. Idolatra, inspira e... copia.
Injusto que do autor de sua obra, não haja mais mérito, senão apenas o martírio de alguns que glorificam, pois, a vitória. Para o resto, a maioria, créditos e aplausos aos tolos, que jamais foram sábios ou criadores, que camuflam no seu próprio fracasso, a vontade de serem melhores do que sua própria capacidade criativa. Tão óbvio quanto olhar para uma bijouteria e ver que não é joia, é olhar para uma garota que não é, nem de longe, venenosa. E olhar para alguém como você, querida cópia mal feita, é ter certeza de que seu veneno é suco de maçã: pouco ácido, quase sem cor, sem graça e só alimenta, não destroi. Seja esperta, pelo menos agora, uma dica: não interprete isso como uma ameaça, mas como um instinto. Hora de usar os seus. Aliás, se você tiver algum instinto.
Ou você também copiou isso de alguém?
Tá tentando ser como eu, Garota Xerox?
Singular, Garota Veneno
Comentários

1 comentários:

leila disse...

Perfeito o seu texto. Espressa toda a minha revolta e pena ao mesmo tempo quando em alguns site e me deparo com alguns dos meus textos circulando por aí sem os devidos créditos autorais. O que há de errado, em dá os méritos em quem merece o mérito? A pessoa se dá o trabalho de copiar tudinho, sem tirar uma virgula se quer e no finl não coloca o nome do autor. Com todo o respeito da plavra, sacanagem isso!

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