Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

terça-feira, dezembro 27, 2011


Teu Doce Congelar

O teu inverno doce chegou mais cedo dessa vez.
Você podia ser melhor, mas não é. Tentaria, ao menos, apoiar-se na dignidade que não tem. Ou na criatividade que nunca te pertenceu. Bom saber que realmente entende que tenho, sim, esse dom. E veja que irônico, sabe tanto, que agora não sabe fazer sozinha. Se faço, vem atrás: tentando ser o que sou. Que pena, impossível: nunca consegue. Quanta ilusão, fofinha. Mal lhe pergunte: qual é a sensação de ser assim? Digo, tão insignificante. Que na sua própria tentativa de me atingir, não consegue nem ao menos elaborar boas palavras sem copiar as minhas.
Ops.
Mas que pena. Eu já esperava isso de você, afinal, o que mais tem a não ser a inveja? Chega a ser divertido ver o quanto sou a tua inspiração. Tua humilhação, no fracasso que você mesma procurou. Quer uma dica? Se não consegue, nem tente. Tanto fracasso, em tão pouco tempo. Ah, querida, já sei até que vai tentar. Quanta teimosia. Quantos defeitos. Quantos segredos. E mais do que isso, um risco: eu sei muito bem dos seus. O perigo. O veneno. E todas as minhas palavras. Tua fraqueza, tua perda. A tua imagem num reflexo distorcido do que sou. Tua vontade de ter o que tenho e sobrar para ti, apenas as migalhas. E olho-te a rastejar e se humilhar cada vez mais sob meus pés. E tua queda sempre se justifica:
Teu lugar é no chão, de onde nunca saiu.
Ah, pequena e frágil menina. Tenha temor de mim. Use o medo como teu escudo. Copia mesmo, copia tudo que é meu. Mostra o quanto é incapaz e tola por não conseguir nem ao menos a dignidade de falar que é seu. E não duvide, se precisar, faço de novo. Mostro as tuas faces que, coitadinha, nem consegue mais esconder. E é assim mesmo que eu gosto. Sua infantilidade, tua admiração e teu ataque frustrado, que cai na real fofinha, nunca me atingiu. Se prepare queridinha, dessa vez tua derrota será muito maior. E já prevejo teu desejo de ser igual, e me odiar por nunca conseguir. Eu sinto muito, menininha: você nunca cresceu. Prepare os lenços para seus olhos: muitas lágrimas por mais uma vitória bem dada à uma idiota humilhada. Desejo tenho eu que esse teu doce inverno se mostre tão amargo quanto o gosto da tua própria derrota.
Em breve o teu congelar docinho, docinho
Garota Veneno.
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