Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

domingo, março 03, 2013


Nem aí

A dor de cabeça era um bom sinal, pelo menos a noite passada acabou. Eu sei que as coisas estavam difíceis, que as brigas eram inevitáveis, mas isso tudo se tornou pesadelo. Seu toque me repudiava e sua presença não era a que eu mais desejasse. E acredite, um dia eu gostei de você. E funciona assim, quando alguém já não desperta os mesmos bons e velhos sentimentos, não tem mais porquê insistir. Aliás, insistir no quê? Em mais uma briga? Não, obrigada. A festa estava boa demais para você querer começar uma discussão logo ali.
Tudo tem seu limite e chegamos ao nosso.
Você disse que aquilo não fazia sentido, que eu estava vendo coisas. Pois bem, eu vi. Eu, enfim, me toquei sobre quem você era e na verdade, nunca foi quem eu imaginava ser. E aquele blá-blá-blá de que eu era paranoica já tinha dado e sequer queria ouvir mais uma palavra sua. E amor, por mais que fosse o nosso fim e que não, nós não iríamos fazer as pazes até o final daquela noite, a festa estava longe de acabar. E minha intenção não era ir embora cedo, muito menos antes de você.
Deixa eu te contar, você não era um bom motivo para a minha diversão acabar.
E aí, procurei a distância máxima para que você ainda me visse e visse até muito bem. Que comece o espetáculo. Cadê as amigas? Ah, que saudade eu estava de me sentir viva, de ser livre. E de verdadeiras companhias. Bem, olho por olho, dente por dente e o meu coração meio partido pelo seu todo despedaçado. Você que é tão à favor da justiça, fiz o que você sempre apoiou, com minhas próprias mãos. Cansei de não poder usar o comprimento de saia que eu quisesse e o meu batom vermelho favorito. Sorte a minha teimosia, terminei com você com o prazer de estar usando exatamente os dois. Incomodou, querido? E aquela música começou. Não a nossa, porque ali já não éramos mais nós. Mas a minha.
Você sumiu por um tempo e logo dois amigos seus vieram falar comigo. Mesmo que soubessem bem, eles me perguntaram de você, em meio de uma dúzia de xingamentos, só completei: ele quem? Afinal, por trás de tudo isso, estava você, combinando com eles de me tirar do sério. Você e sua imaturidade. E na hora do vamos-ver você foge, entre um gole e outro, o fraco se sente, sei lá, um super homem. Deixa eu te contar, o álcool não é capaz de esconder quem você é, nem de te cegar do que eu estava prestes a fazer. Normalmente, minha sorte vem aos pares. Melhor do que terminar com você, é beijar na sua frente aquele gato que até minhas amigas ficaram babando. Sem escândalos, querido, foi só um beijinho, você viu, nada demais. Eu nem precisei fazer muito esforço e um segredinho nosso, ele beija muito, mas muito bem. Até sonhei com ele, acredita? Ele já tem meu telefone, vamos sair hoje à noite. E sabe o que eu penso? Não tem nada de errado nisso. Era tudo que você precisava ouvir, e melhor, ver. Aquele beijo doeu? Então você não sabe a dor de um coração meio partido. Inteiramente, sinto muito, não conseguiu. Sabe, eu estou bem, de verdade. Bem demais. Porque você não está mais aqui. 
E eu, meu bem, nem aí.
Garota Veneno
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