Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

domingo, março 06, 2016


Viajando em tempos de crise (pt.1)

O blog está de volta e com um dos assuntos que mais amo!
Eu diria sem medo que viajar é uma das melhores coisas da vida, se não a melhor. Escolher os destinos, planejar o roteiro, definir hotéis e restaurantes, sonhar a cada dia que a viagem se aproxima. Nem preciso dizer o quanto isso é incrível né?! 
De agosto de 2015 a janeiro de 2016, tivemos, eu e minha família, a alegria de fazer 3 viagens, uma nacional e duas internacionais, cada uma com seus detalhes mais peculiares. Campos do Jordão, Santiago do Chile e a desejada New York City foram nossos destinos nos últimos 6 meses. As minhas experiências pessoais se baseiam em viagens sempre feitas por conta própria, sem pacotes de agência ou guia turístico, mas com o delicioso diferencial de fazer do jeitinho que a gente planejou. A pergunta que não quer calar: como viajar em tempos de crise? E mais – ainda para fora do país? Hora de abrir o jogo!
Bom, eu, discípula da queridinha Gossip Girl, c-h-o-r-e-i de felicidade quando recebi a notícia de que iríamos para a cidade da minha série preferida, onde também muitas outras séries (FRIENDS, por exemplo), filmes e livros que adoro foram cuidadosamente pensadas para a Big Apple. Hoje não vou falar especificamente de NYC (isso é assunto para outros posts, ou vários hehehe), mas sim começar (tem a parte 2 ainda!) a fazer um comparativo de 3 roteiros diferentes e com custos diferentes.
Nossa viagem a Campos do Jordão foi curta. Aproveitamos o final das férias e passamos 4 dias na cidade. Fomos de carro até lá e já tínhamos o hotel reservado pelo Booking.com e essa com certeza é uma boa maneira de economizar e já ir tranquilo com sua estadia garantida, no precinho que você quer.
O hotel que ficamos em Campos, de começo, me assustou pela distância do centro de lazer da cidade, mas depois descobrimos que é assim mesmo! A cidade tem hoteis que se parecem fazendas, outros que são resorts, mas isso remete também que eles não serão tão pertinhos da badalação! Nosso hotel era também um haras, com cavalos de competição raríssimos e imponentes, além do belo mirante do lugar para o nosso deleite e de uma área de golf disponível. Mas quando escolhemos Campos do Jordão, já tínhamos consciência de um detalhe crucial: Campos é uma cidade cara e pasmem, viajar pro Chile sai mais em conta. Não vou entrar no mérito do tempo de cada viagem, mas se fôssemos sondar os gastos diários em cada destino, Santiago ganha de lavada no quesito preço. Minha intenção é dar a cara a tapa e jogar as cartas na mesa! Será que vai dar certo?
A viagem nacional – sobre Campos do Jordão
Campos é uma cidade quase que integralmente turística. Isso faz com que a exploração aos visitantes seja ainda mais evidente. Muitos passeios tinham um custo elevado, mas como nosso tempo era bem curtinho, optamos por aqueles que tinham um preço simbólico ou era simplesmente de graça. É o caso do Morro do Elefante, que pagamos só o teleférico, que é uma forma legal de ver a cidade e visitar o mirante. Fomos na Fábrica de Chocolates Araucária, que a entrada é franca mas por outro lado os chocolates eram caríssimos, coisa de mais de R$200/kg e o lugar nem é tããão legal assim. Depois passamos em uma chocolateria qualquer e matamos a vontade de chocolate por bem menos. Fomos também no Museu Felícia Leiner, que é super interessante por ser ao ar livre. No Pico do Itapeva, tinha uma vista super linda pra tirar foto, e nosso único gasto foi ter descido de tirolesa!
A Ducha de Prata é gratuita mas: sem graça, sem gracíssima. Fomos também no Palácio do Governador que, apesar de ser proibido tirar fotos lá dentro, é gratuito e é uma experiência bem legal pela quantidade de obras de arte, esculturas e objetos antigos que decoram os vários quartos. Fomos também no Horto Florestal e pagamos pouco, e pra quem ama natureza, o parque é bem lindinho e topamos com vários animaizinhos dóceis e simpáticos! Já a Fazenda Lenz era paga (acho que 12 reais por pessoa) e não tinha a menor graça.
O Amantikir também era pago, um valor simbólico também, e lembro que paguei menos por apresentar a carteirinha de estudante. Diferente da Lenz, o Amantikir vale a pena! Ficamos encantadíssimos com os jardins! E por último, meu passeio preferido, que só pagamos para deixar o carro estacionado: a Pedra do Baú! Simplesmente um passeio incrível numa reserva que guarda uma vista maravilhosa! Subimos cerca de 2000m a pé para chegar no último ponto acessível a pé, os demais, incluindo a Pedra do Baú, o acesso era apenas com equipamentos de escalada, uma opção imperdível para os aventureiros! O lugar é de tirar o fôlego!
No mais, é praticamente impossível economizar. Comida tem realmente um preço abusivo em qualquer canto, sobretudo na famigerada Vila Capivari. O hotel que ficamos é o Hípica Golf.
As viagens internacionais – Chile, Santiago – USA, New York
Normalmente viajamos fora de temporada ou quando sai alguma promoção de passagem. Sempre estamos de olho em sites como Melhores Destinos e Decolar.
Essa dica é imperdível: no meu celular tenho um app chamado On the Fly (a versão web é o Ita Fly Matrix) que reúne todos os voos do mundo, sem cobrar qualquer taxa de intermediador! Ambos as hospedagens foram feitas por meio do HoteIs.com e fomos muito felizes na escolha. Sempre tentamos manter alguns critérios, como a boa avaliação dos hóspedes (+4 ou acima) e procuramos olhar os comentários no site. Além disso, buscamos também boas localizações.
No Chile, nosso hotel era do lado do Cerro Santa Lucia, o Altura Suites, então ficamos praticamente no centro comercial e turístico da cidade de Santiago. Já em NYC, que é uma cidade conhecida pelos preços salgados na rede hoteleira em Manhattan, conseguimos barganhar numa promoção relâmpago de um hotel, e ficamos a nada mais que 2 quarteirões da maravilhosa Times Square e 1 da Broadway! E a estação de metrô mais próxima (50th St w/ 8th Ave) do hotel tinha as principais linhas que precisávamos pegar, ou seja, muito amorzinho!

Sobre Santiago: a cidade é super legal! Apesar da moeda deles, o peso chileno, vir valorizando em relação ao real, o custo não é elevado no geral. Comemos barato praticamente todos os dias. E quando digo barato é pagar, em média, 15 a 20 reais para almoçar, preço que dificilmente paga um combo do Mc Donalds por aqui. E lá é assim: você paga este preço e está incluso uma entrada (sopa, pãezinhos, petiscos ou entrada do dia), prato principal, sobremesa e bebida. E é gostoso! Sou do time que não troca arroz e feijão por sanduíche e felizmente dá pra comer direitinho nas terras chilenas.
Ao escolher Santiago, tentamos andar bastante de metrô. Alugamos um carro durante 2 dias só mesmo para conhecermos o litoral do Pacífico, onde fizemos um bate-volta para Valparaíso e Viña del Mar, conhecidas pelos casinos e ambiente mais jovem, além das especialidades em prata e artesanatos. Comprei alguns colares em prata de lei com pedras especiais e típicas da região pagando menos de 30 reais. Nossa visita foi muito rápida, mas com certeza vale a pena passar nessas duas cidades se você for para Santiago. A capital em si é imensa e a arquitetura é linda de viver! É uma mistura de moderno com antigo que dá gosto. O país é conhecido pelos terremotos frequentes, inclusive quando estávamos lá, pegamos o maior terremoto do ano, que chegou a magnitude 8.4 na escala Richter e foi classificado como o 6º maior da história do país. Já pensou que loucura??? É por isso que a engenharia deles é referência porque incrivelmente nada danificou na capital.
Durante nossa estadia, tentamos fazer passeios que contemplassem a história da cidade, até porque nossa viagem coincidiu com uma semana super bacana: a Semana da Pátria! Então a cidade estava repleta de bandeiras e temos muito o que aprender com eles no quesito patriotismo, muito mesmo. Fomos num evento organizado pela prefeitura e que show! Muita comida regional deliciosa e danças típicas! Nos divertimos muito!
Os passeios que fizemos pagando pouco (ou nada) foram: Cerro Santa Lucia, Cerro San Cristóbal, Plaza das Armas e Plaza da Moneda, Catedral Metropolitana de Santiago, Museu Histórico Nacional, Costanera Plaza Shopping, Farellones e Valle Nevado. Não conseguimos visitar nenhuma vinícola pois estavam fechadas devido ao feriado da Pátria! O Pátio Bella Vista é super charmoso e aconchegante, não é tão em conta como os restaurantes do centro, mas pode ser uma boa pedida para uma noite mais especial! O bairro de BellaVista é um prazer visual para quem ama arte urbana e grafite, super recomendo!
O Valle Nevado foi com certeza a parte mais legal para mim! Subir a Cordilheira dos Andes e pisar na neve pela primeira vez são lembranças pra vida toda. Fomos de carro e alugamos roupas especiais para neve antes de subir a cordilheira, o que faz com que não fôssemos tão explorados! Inclusive, uma brasileira que residia lá nos deu a dica desse lugar onde locamos as roupas de neve, porque o dono era brasileiro e dava desconto por isso! Ele até nos emprestou uma cadena, a corrente para pneu, pois na subida a polícia poderia perguntar se portávamos a tal corrente. E isso aconteceu! Eles perguntaram, afirmamos que tínhamos, mas ele não pediu para conferir nem nada. Só continuamos subindo a estrada Caracoles (sim, vem de caracol) e quem tiver labirintite como eu, recomendo que leve remédio, porque toda curva é bem tensa! No topo do Valle Nevado, as opções para comer são bem escassas, e são extremamente caras! Levar lanchinhos nos ajudou a aguentar a fome até a hora de voltar para a cidade. Não subimos de teleférico porque era bem salgado também, mas só a experiência de estar na Cordilheira foi sensacional! Andar de Snowboard ou Ski era até acessível, o caro mesmo era alugar os equipamentos! A galera nativa levava o equipamento de casa, mas nós teríamos que alugar. Passei bastante vontade, talvez hoje eu mudaria de ideia facilmente e iria descer (e levar uns bons tombos) de ski!
Santiago, assim como NYC, é uma cidade que tem muita coisa para apreciar sem gastar muito, simplesmente andando a pé ou pegando algum transporte coletivo! E andar de metrô é um meio muito eficiente e barato! Eu, apaixonada que sou por New York, não vou conseguir falar tão pouquinho sobre a cidade dos sonhos, por isso no próximo post vou contar as melhores dicas de como aproveitar e economizar em um dos pontos turísticos mais caros do mundo!

Vocês conhecem Campos ou Santiago? Deixem suas dicas nos comentários também!
O que vocês querem saber sobre NYC?
Espero que tenham gostado do post e das dicas! Sugiram ideias!

Estava morrendo de saudades! ♥
Beijinhos, Mari
3 comentários

3 comentários:

Pérola disse...

Ai que fotos maravilhooooooooooooosas! :)
Aproveite a viagem, linda!

Beijos!

http://perolairregulaar.blogspot.com/

Bea disse...

Amei o post Mari!
As dicas foram super uteis, estava louca para viajar internacionalmente esse ano mais vi os preços e tinha desanimado! Depois desse post estou cogitando ir para o chile mesmo! Parece um destino maravilhoso! <3

Prof #RosiFeliciano Oliveira disse...

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