Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

quarta-feira, junho 11, 2014


Entorpecido

São 1: 15 da manhã, estou um pouco bêbado
E eu preciso de você agora, disse que não ia ligar
Mas perdi todo o controle e preciso de você agora
– Need you now, Lady Antebellum
Certo dia resolvemos nos encontrar, todos os nossos amigos, na casa de uma amiga nossa. O sol ainda se manifestava, intenso, peguei meus óculos quando recebi a mensagem que minha carona já me esperava. Eu nunca fui fã de camisas pólo ou coisas sociais do tipo, por mais que, confesso, me ache irresistível de terno. Eu estava com a minha camiseta vermelha escrita Bazinga!, chinelos e bermuda. Pouco importa, porque de fato é bem difícil eu me importar com alguma coisa. Chegamos relativamente cedo e os outros foram aparecendo aos poucos.
Eu não lembrava desses detalhes até estar aqui, onde estou, abraçado com ela.
Mas minha mente, em um turbilhão de descobertas, me trouxe a esse dia descompromissado. Ela chegou com mais umas três amigas, não sei ao exato. Ela tem amigas lindas. Meus amigos pegariam todas, alguns inclusive já beijaram uma ou duas delas, não que fossem fáceis ou algo assim. Na verdade, todas elas são bem simpáticas, receptivas e ok, têm um estilo bem legal. Não que eu quisesse uma garota toda vaidosa e preocupada sendo eu, bem, esse cara desleixado que resolveu deixar os pelos faciais crescerem. Mas elas chamavam a atenção, eu sei disso.
Nesse dia, ela estava com uma saia jeans que inevitavelmente valorizavam o belo par de pernas dela. Ela não parecia se preocupar se olhavam ou não. Ela cumprimentava todos, com o mesmo sorriso no rosto, que não necessariamente era automático, tinha algo naqueles olhos que eu gostava. Ela chegou perto de mim e se esticou para alcançar meu pescoço. Eu sempre gostei da forma como ela me abraçava, que envolvia os seus dedos finos pelo meu cabelo durante um breve segundo. Ela também tinha um perfume maravilhoso. Mas ok, ela continuou a fazer seu papel social pela roda de amigos.
Eu estava ali para beber, como eu sempre estive.
Vamos lá, eu já passei dos 25 e a loira gelada é a companheira inseparável de todos os homens da minha idade. Era bem difícil acontecer qualquer coisa além de eu ficar bem bêbado. E quando tinha rolado de ficar com alguém, eu tinha que perguntar para os meus amigos se eu tinha beijado a fulana mesmo. Na maioria das vezes, senão todas, era como se eu não tivesse feito nada. Não sabia o sabor dos lábios, do toque, da pegada. Nem se, você sabe, eu tinha levado alguma delas pra cama.
Já era de noite, quando um dos meus brothers pegou o violão para tocar, o que era uma tática infalível para conseguir uma das meninas que estavam lá. E, sem eu saber, era a Mari que ele queria. Por algum motivo, talvez da pequena distância entre nós, ela me ofereceu seu colo. Eu aceitei, é claro, o seu convite gentil. Não mais que trinta segundos depois, seus dedos começaram a passear pelo meu cabelo. Sempre gostei de cafuné e essas coisas, mas faça o favor, não me venha com pensamentos de viadagem. Ela era delicada, suave como os cabelos da deusa Vênus e marcante, por ser diferente de um jeito só dela. Suas mãos já alcançavam a minha barba, o contorno da minha boca e o meu pescoço. A sensação do seu toque era tão incrível que até meus hormônios, momentos antes anestesiados pelos incontáveis copos de cerveja, se manifestaram. Senti meu sangue aquecer meu corpo, minhas partes (cada uma delas) e minha racionalidade. Resolvi largar o copo. Não sei por quanto tempo fiquei ali. Ela sussurrou que precisava fazer uma ligação e eu assenti, levantando do seu colo, sem agradecer, sem deixar nada claro, nenhuma tentativa, nada. Mas assim que Mari voltasse, eu me prometi, tomaria alguma atitude.
Ela demorou um tempo e nisso meu amigo deixou que outros tocassem no seu lugar, e sem me perguntar se eu queria algo com ela, disse que ele estava disposto. Que eu não atrapalhasse os planos dele. Eu sequer sabia que ele reparava nela, mas como ele era meu brother, apenas concordei. Sabia que era difícil ela aceitar certas coisas assim entre tantos amigos para testemunhar, até porque ela não bebia. Assim que ela voltou, sentou-se onde estávamos, só que eu tinha escolhido ficar distante, por respeito ao que meu amigo tinha dito. Ele falou sério, o que eu não via há muito tempo... Na verdade, a única vez que o vi tão firme foi quando ele me contou que iria pedir uma menina em namoro que, por sinal, foi uma das suas poucas namoradas e a única que durou mais de um mês. Mari me olhou como quem estivesse magoada pela separação e eu fiz que não entendi. Meu copo já estava em minhas mãos novamente quando vi meu amigo chegar cada vez mais perto dela, numa conversa que não lembro quanto tempo durou, mas que minha memória se recorda do final: ela não quis nada com ele.
E assim essa noite se foi, com lembranças ralas e entorpecidas. Noutras tantas vezes nos encontramos, porque somos quase-amigos. Nossos amigos são amigos. Meus amigos são amigos dela. As amigas dela são amigas dos meus. Ela é amiga de amigos meus. Mas não sei, não somos exatamente amigos. Sendo honesto, eu já pensei muito em ir mais além com ela, mas isso não importa, sabe por quê? Eu tive medo, em todas as oportunidades, confesso. Ela sempre foi amorosa demais, astral demais, amiga demais, inteligente demais. E eu não sei se você já conseguiu entender onde quero chegar, mas meu medo é de me apaixonar. Talvez eu contivesse meu entusiasmo, mas e se mesmo entorpecido com álcool sentisse tantas sensações se aflorarem? Fica difícil ser macho-alfa do lado de alguém que quebra suas máscaras de pegador-bebum-insensível-feliz, e foi exatamente o que ela começou ao fazer naquela noite, com um cafuné. Eu me pergunto que merda é essa que ela tinha que um carinho no meu rosto me deixou tão excitado...
Coisa que às vezes eu precisava de muita concentração para conseguir com certas mulheres.
Eu me mantive firme na minha postura. Eu não a beijaria por segurança emocional. Eu já sabia do final disso sem nada ter acontecido, mesmo bêbado, mesmo pensando duas vezes: eu tinha certeza dos riscos. Eu me viciaria nela. E eu não precisava de um novo amor (se é que já existiu um antigo). Eu me satisfazia com sexo sem compromisso, esporádicos, momentâneos. Mas ela não era assim, pelo menos não seria para mim, quer dizer, se um dia eu a tivesse.
Na última vez que encontrei com ela foi em um churrasco. Ela estava incrível. Fatal. Tinha cinco minutos que ela chegara e eu já tinha pensado nela milhões de vezes. Reconstruí seu sorriso na minha mente quando estava de costas. Observei bem a camisa jeans aberta até abaixo do busto, deixando aparecer um corpete de renda e já imaginei o conjunto todo. Virei mais um gole de cerveja no desejo de esquecer o que eu objetivava ao vê-la caminhar perto de mim. Fui um dos últimos. Na hora, não quis nem olhá-la nos olhos, era tão claro que ela entenderia todos os meus pensamentos. Mas outra coisa ela percebeu: o meu medo de me aproximar muito dela, todo tanto seria suficiente. Eu deveria ser pegador-bebum-insensível-feliz em tempo integral, mas se você pensou na primeira parte de ser pegador, as outras três partes seriam um desastre com ela. Mas pouco pareceu se importar com a minha frieza.
A noite correu. O álcool já estava bem elevado no meu sangue. Mari dançava, livre. Ria com as amigas. Tentava cantar os sertanejos que só ela não sabia. Se arriscava na coreografia da música. Se contorcia ao ritmo da batida, sem se preocupar se estava sendo sexy ou não. E irresistivelmente estava. Era tarde, bem tarde, quando ela se aproximou de mim. Fui pegar uma garrafa no freezer, que estava em um canto escuro e me acompanhou ao meu lado sem nada dizer, até que me estiquei para tirar a tampa da cerveja em uma das vigas.
– Tem um abridor logo ali. – ela me apontou o objeto numa mesa mais adiante e eu não respondi, tentando desvencilhar minha mente com a proximidade dela e me manter concentrado em nada fazer.
Fez-se silêncio. Ensurdecedor, por sinal. Ela não percebeu, mas eu tremia. O ar entrava pesado em meus pulmões. Era uma sensação inédita. E não vinha só da carne.
– Vamos ali comigo – Mari me segurou com o olhar, pegou no meu braço com firmeza e pressionou os lábios e eu entendi. Entendi tão bem que era difícil pensar duas vezes. Eu fiquei sem reações. Achei que ela simplesmente me deixaria ir, mas não, era tudo ou nada. Quisera eu ter mais três minutos para pensar, mas ela não me permitiu: – Eu não vou te chamar duas vezes.
Fiquei estático, imóvel, apático. Que merda é essa? Eu me perguntava, não pelo convite, mas por eu mesmo. Se fosse qualquer outra, eu já tinha beijado logo ali. Ou até procurado um quarto qualquer na chácara de uma vez. Mas ela, ao mesmo tempo que me convidava, também me impedia.
Ela não demonstrava impaciência, mas seus olhos esperavam um sim.
– Tá bom Mari, espere aí.
Fui servir meus amigos e ela já não estava mais ali. Ela era esperta até demais para entender o sentido de "esperar". Ela não falou mais nada, sequer me olhou ou demonstrou que aquilo foi a gota d'água para ela. Hora alguma se aproximou de outros caras para me testar ou fazer ciúmes, coisa que se ela fizesse eu cairia feito um babaca. A noite seguiu. Ela dançava com um copo de suco na mão, sem vodka, eu imagino. Mas fiquei a observá-la. Arrependido do que eu fiz. Do meu medo de tê-la. A minha resposta não fora um não para ela, mas para o que eu poderia sentir com ela. E para isso eu definitivamente não estava preparado. Bebi dez ou mais doses de uísque para tentar esquecer os efeitos dela em mim. Ela foi embora, discreta, sem se despedir de muitas pessoas. Esse último encontro foi há semanas. E eu não consegui pensar em outra pessoa.
Antes de ontem, recebi uma mensagem de um número que não estava salvo nos meus contatos. Muito breve, gentil e cuidadosa a pessoa foi ao dizer que soube do estado de saúde de minha mãe. Ela me desejou força e me disse palavras de apoio. Ao salvar o número, que não fez questão de se identificar na mensagem, apareceu a foto da Mari. E naquele segundo me senti um virgem se descobrindo na puberdade. Quis mandar a conversa para os meus amigos me ajudarem a responder, mas logo percebi que eu não tinha contado a nenhum deles a respeito dela, sabe como é, eles poderiam forçar mais ainda que rolasse algo entre nós. Eu estava um pouco impressionado. A diferença de idade é relativamente considerável entre nós e ela se mostrou madura demais. Até porque, depois daquilo, ela poderia, sei lá, fingir que eu não existia, me ignorar ou postar indiretas. Mas não. Ela fez por mim o que poucas pessoas fizeram, me deu suporte em um momento delicado. Eu a agradeci sem demonstrar toda a gratidão que senti e ela me desejou uma boa noite e breve se foi, sem ter a intenção de ali iniciar uma conversa. Ela só comprovava a cada gesto o quanto ela era incrível. O que eu já sabia.
E chegamos ao momento presente.
Estamos em um pub. Pouco antes a vi chegar, sozinha. Ela estava pensativa e olhava o celular sem tocá-lo. Ela estava muito séria e isso me deixou angustiado. Eu não desgrudei meus olhos dela, mas ela continuava a olhar o aparelho fixamente. Até que um rapaz a abordou e ela ergueu os olhos. Isso me deixou fraco. Se ele tentasse beijar a minha Mari eu estava bem disposto a bater nele. Quem não via a fragilidade no seu olhar? Ela é forte, sei disso, mas hoje ela está diferente. Melancólica e vulnerável. Ele começou a falar com ela, passando o braço pelos ombros, e logo ela se afastou do toque. Ele insistiu em envolvê-la até que ela levantasse para sair de perto. Ele a segurou pela mão, e senti a força nos pulsos fortes do homem. Eu morri por dentro. Dilacerado. Meu corpo já estava em movimento quando eu a vi desvencilhar do canalha. Recuei meu impulso e esperei ver para onde ela ia. Ela seguiu para o bar e fui até lá. Meu peito vai a mil. O barman se aproxima dela.
– A bebida mais forte que você tiv...
– Mari! – eu exclamo surpreso e ela pula da cadeira. – você ficou louca? Você sequer bebe! – completo, perplexo – Ei, amigo, ela não vai beber isso aí, obrigado, e eu não quero nada por enquanto.
Ela me olha com as sobrancelhas erguidas e os lábios formando um pequeno 'o'. E nem eu mesmo consigo entender que força vital era essa que me colocou aqui.
– Ah, você.. – ela já não me olha, na verdade, ela não parece estar olhando nada – Como você está?
As palavras saem da boca dela quase cortantes. Sua voz dói e eu quase posso sentir o que está nela. Como se fosse um vidro translúcido e nada mais.
– Estou bem, Mari. Mas você não. Não sei o que você veio fazer aqui, mas vamos conversar.. Eu.. eu acho que posso te ajudar.  – por um segundo quase vacilo, mas minha mente reforça a minha covardia, aquela grande bobagem que não está muito firme neste segundo.
Ela não me olha e parece segurar o que está dentro dela. Sinto que ela faz uma força demasiada para conter tudo o que está dentro de si. Os sentimentos a sufocam tanto que ela respira sem fôlego, em busca de um ar que oxigene não o seu corpo, mas a sua vida. Eu tenho a vontade de suprimir essa necessidade, mas eu sinceramente não sei o que fazer. Se eu fizer, não sei, posso estragar tudo. Ela pode achar que estou me aproveitando da sua fragilidade. Mas ela não me vê assim, vê? Seus  lábios se movimentam, mas as palavras não saem. Por um momento, me precipito a imaginar o que ou quem a deixou desse jeito, mas as possibilidades eram tantas que por fim escolhi esperar.
Sabe, ultimamente tenho me sentido, sei lá, estranha. Eu fico meio aérea, perdida, não sei explicar, é como se eu soubesse exatamente o que me desprende da realidade e não pudesse fazer nada. – ela segura a respiração e hesita – E vou te falar, tem tudo a ver com você. Você consegue acreditar nisso? Que estou falando das minhas angústias com o causador de todas elas? Engraçado como as coisas são.. – ela ri, sem necessariamente achar engraçado, até porque essa seria uma graça muito amarga – E se você está se perguntando o porquê de eu te envolver nessa confusão quase pré-adolescente, mesmo sendo tão adultos, eu te conto. Você sabe, a gente já se conhece há um bom tempo, mas de um meses a sua aproximação me fez bem. E no dia do luau eu senti uma paz imensa com você, naquele gesto tão simplório, de acariciar seu rosto, sua barba. E é estranho pensar nessa mudança toda, porque é difícil eu me encantar com alguém. Tu me deixou arrepiada e pior, foi do lado de dentro. Eu me lembro de ter que atender uma ligação e quando voltei, você não estava mais lá, no lugar que estávamos. – é aqui que todas as lembranças se reavivam, e eu me recordo de cada momento que tive ao lado dela e passo a entender o meu papel patético diante de uma mulher tão incrível – em poucos minutos o seu amigo veio conversar comigo, nada que você não tenha visto, eu não queria ficar com ele. Meus pensamentos estavam em você. Mas sabe o que me surpreende mais? Temos tantos amigos em comum, tantas amizades próximas e não sei o que é isso que impede a nossa aproximação. Só sei que me incomoda. Dói onde não deveria existir dor. Eu me importo com você sem você ter me dado motivos para isso. Me diz, eu sei, é tudo loucura da minha cabeça. – ela me olha a espera de uma confirmação que fosse, e eu apenas abaixo o rosto envergonhado, confesso, pela minha atitude, e faço que não com a cabeça  – Naquele dia do churrasco eu te chamei para ir em um lugar comigo. Eu não sabia nem onde iríamos e sequer acreditava que estava te chamando para um canto qualquer. Mas eu precisava te entender. Eu quero te entender! É irônico demais pensar que o único cara que mexe comigo é o único que não me quer! Isso é tão idiota, não é? Até porque eu não lembro das circunstâncias que me deixaram assim, mas tenho toda a certeza dos meus sentimentos, por mais que a confusão permaneça intensa. Mas acontece, já aconteceu tantas vezes comigo de eu não querer alguém que estava interessado em mim. E quando por fim aparece você para me mostrar o contrário eu me machuco desse jeito. – a sua voz embarga, e então sinto que ela está conseguindo tirar aquele peso interior – Entenda, eu não te suplico nada, nem mesmo que me ouça. Eu só acho injusto que você tenha me deixado assim, sem a intenção de me fazer feliz. Se é para me quebrar as partes mais sensíveis, então que haja uma boa justificativa. Se não for para ser, me deixa seguir, me deixa achar meu rumo. E eu prometo, prometo que nada mais que venha de mim será para você. Só me tira essas dúvidas, essas incertezas, me deixa te entender. – ela limpa a primeira, única e última lágrima que tenta timidamente descer pelo seu rosto, e respira fundo, e eu posso sentir que são suas últimas palavras e será tudo que eu preciso ouvir – Você lembra de me dizer para eu te esperar naquela noite? Eu ainda te espero.
Ela me pegou desprevenido. Me tirou todo o disfarce. E eu estremeci por dentro. Destruiu meu ego. Minhas quatro características sumiram. Aquele era eu, nu, cru e transparente diante dela. De repente, descongelou em mim o coração, então inquieto. Foi-se o último miligrama de álcool. Quis chorar, meu medo latejava. Eu não sabia viver sem a fortaleza de mim. Mas percebi que o frio de todos os copos não aqueciam como a presença dela. Minha pretensão era ser indestrutível, mas aquela voz suave, quase rouca, me desestruturou. A culpa era quase minha. Fui covarde e pequeno. Seus olhos me pedem um pouco mais de atenção. De um carinho e um cuidado que sempre tive vontade de oferecê-la, mas sempre impedido pelo medo. Não sei ao certo o que posso dizê-la, mas agora sei que devo a ela pelo menos dois mundos, quem sabe até o sol. Tenho vontade de expressar toda a minha gratidão a ela por enfim, mesmo que tão tardiamente, me fazer sentir homem pela primeira vez. Mas estou estático, sem qualquer possibilidade de reação que me faça coerente e bom à mesma altura que Mari é. 
Me aproximo, sem pressa. E então, já estamos envolvidos e não me interprete mal, é só um abraço. Por mais que haja um relance impulsivo de beijá-la e possui-la, eu me basto em acolher seu corpo, que eu bem sabia que quando de mim precisara, eu neguei. Agora eu me sinto entorpecido por uma substância nova, que dispensa álcool e só pede mais contato, menos centímetros entre nós. Não consigo perceber o tempo, mas a percebo, suave e quente, entre os meus braços. Não sei se verbalizei, mas na minha cabeça um obrigado por me fazer melhor se repete indefinidamente. Ela levanta o rosto para olhar nos meus olhos, e sorrimos em sincronia. Eu a aperto mais forte, sentindo sua pele arrepiar. Ainda assim, é só um abraço que... quem sabe eu espere que seja para sempre.

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2 comentários

2 comentários:

Anônimo disse...

Que texto lindo, que historia linda me envolvi com ela do começo a o fim e torci pra que no fim ela desse certo, parabéns serio mesmo !

Alice Pereira disse...

Linda história! :s

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