Comportamento, moda, fotografia, música, textos de amor e dicas. Um Blog com tudo aquilo que adoramos fazer antes de sonhar! – Por Mariana Solis

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quarta-feira, fevereiro 19, 2014


A Elegância do Comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe
de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras.
Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.
Henri de Toulouse-Lautrec
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quinta-feira, dezembro 06, 2012


2012, Momentos – Dia 6

Dia 6 – Um texto que goste escrito por outra pessoa
Curtir a vida
Numa das milhares madrugadas que passei em claro no computador, tive o prazer e a honra de bater um longo e gostoso papo com um querido amigo de longa data. 
Ele me contava sobre as notícias que tivera recentemente sobre sua ex-namorada, uma pessoa com tantos problemas psicológicos que deixariam Courtney Love com inveja. Não eram das mais animadoras: drogas, bebedeiras exageradas, promiscuidade igualmente exagerada, etc. Quase um estágio para Christiane F. Uma espécie de crise de identidade de uma adolescente de 15 anos ainda buscando qual rumo seguir. 
Exceto pelo fato da pessoa em questão já ter passado dos 20. Entramos em seguida numa discussão sobre se isso não seria o tão visado “curtir a vida” e em caso negativo, o que então seria. 
 É impossível entrar nesse assunto sem antes se questionar a maior dúvida existente: Qual o sentido da vida? Se você se dispõe a pensar sobre o que é aproveitá-la, precisa antes decidir o que de fato ela é, e sua finalidade. Gosto de pensar que a finalidade é a luta para conseguir se desprender do substantivo e se focar no verbo. O sentido da vida é viver. Essa é a sua finalidade. Essa é a sua resposta. 
Não encaro a vida como um presente. Ninguém pede para nascer. Encaro como uma consequência biológica. Mas não apenas como isso. Não é como se fôssemos uma galinha que cai de paraquedas no mundo, e como a todos os outros animais irracionais, a vida à leva. Com o ser humano é o oposto: ele leva a vida, ou pelo menos deveria levar. O presente não é a vida, mas a racionalidade para notá-la. E fazer jus à essa racionalidade é justamente usá-la. 
Partindo do ponto em que você aceitou viver, é melhor fazer direito. Não há certezas quanto a uma segunda chance. Na verdade, as possibilidades disso acontecer são tão ínfimas que não devem ser levadas em consideração. Esse é o primeiro ponto para o seu total aproveitamento: a noção de que a vida não se repete. Encarar a vida como uma sala de espera não é viver, é sobreviver. Ao mesmo tempo que nasce uma vida aqui, nasce outra em Marrocos. A vida não é um acontecimento isolado. É um conjunto de vidas que acontecem simultaneamente, ela acontece no plural, nunca no singular. 
Sendo assim, viver não é a monopolização para si mesmo das forças para seu aproveitamento, é considerar o todo como parte fundamental dessa busca. Parafraseando John Donne: nenhum homem é uma ilha isolada. Não se pode aproveitar algo que se mata, que se destrói, que se contamina. Curtir a vida é se focar tanto no “curtir” quanto no “vida” e cuidar dela e de sua continuidade de forma amável e responsável como uma mãe cuida de um filho. Novamente falando, de forma ampla. A vida de maneira geral. 
Pessoalmente falando, esse é o meu tendão de Aquiles. Escrevo esse texto com o mouse em uma mão e um Marlboro na outra, com a consciência de que a cada tragada, um pouco de vida vai embora junto. Tudo o que prende, priva, manipula, amedronta, amarra e cega, não faz parte da vida. É preciso se desprender de todo e qualquer dogma, é preciso viver em sociedade sem se deixar envenenar. A crença é o câncer da vida, que por sua vez não acontece pela metade. Querer viver a vida pela metade é não vivê-la por inteiro. 
Tenha sempre em mente que a sua vida é sua e você é o único responsável por comandá-la. O aproveitamento da vida exige liberdade. Ela é a gasolina que impulsiona o viver. 
Não é fácil, eu sei, mas ninguém disse que seria. O mais difícil da vida, é sem dúvida nenhuma, vivê-la.
Escrito por Marina, do Corra, Mary!
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domingo, junho 24, 2012


O Charme das Feias-bonitas!

Se você, como eu, não é nenhuma Gisele Bündchen, não há motivo para se desesperar em frente ao espelho. Quem dera ser uma deusa, mas não sendo, há chance de sermos incluídas no time das interessantes. Junte nove lindas e uma mulher interessante e será ela quem vai se destacar entre as representantes do marasmo estético. Perfeição, você sabe, entedia.
Mulher interessante é aquela que não nasceu com tudo no lugar, a não ser a cabeça e, às vezes, nem isso, pois as malucas também têm um charme que vou te contar. A mulher interessante não é propriamente bonita, mas tem personalidade, tem postura, tem um enigma no fundo dos olhos, uma malícia que inquieta a todos quando sorri e um nariz diferente. São também conhecidas como feias-bonitas.
Eu poderia citar um batalhão de feias-bonitas que, aqui no Brasil, são públicas e notórias, mas vá que elas não considerem isso um elogio. Então vou dar um exemplo clássico que vive a quilômetros de distância: Sarah Jessica Parker. É uma feia lindona. Uma feia classuda. Uma feia surpreendente. Adoro este tipo de visual. Mulheres com rostos difíceis de classificar, que não se enquadram em nenhum padrão.
A Meryl Streep agora está meio rechonchuda, mas quando surgiu como coadjuvante em Manhattan, filme de Woody Allen, chamou a atenção não só pelo talento, mas pelo seu ar blasé, seu porte altivo e uma sobrancelha que arqueava interrogativamente, como se perguntasse: e aí, você já decidiu se lhe agrado ou não? Paralisante.
Esse gênero de mulher não figura nos anúncios da Lancôme e não possui um rosto desenhado com fita métrica: olhos, boca e nariz a uma distância equilibrada um dos outros. Nada disso, a feia-bonita é aquela que não causa uma excelente impressão à primeira vista. Ao contrário, causa estranhamento. As pessoas questionam-se. O que é que essa mulher tem? Ela tem algo. Pronome indefinido: algo.
Ficar bonitinhas, muitas conseguem, mas ter algo é para poucas. Não dá para encomendar num consultório de cirurgia plástica. Não adianta musculação, dieta, hidratantes. Feias-bonitas têm a boca larga demais. Ou um leve estrabismo. Ou um nariz adunco. Ou seja, este algo que elas têm é algo errado. Mas que funciona escandalosamente bem.
E há aquelas que não têm nada de errado, mas também nada de relevante. Um zero a zero completo, e ainda assim se destacam. Um exemplo? Aquela menina que atua no Homem-Aranha, Kirsten Dunst. Jamais será uma Michelle Pfeiffer, mas a menina tem algo. Quem dera que esse algo fosse vendido em frascos nos freeshops da vida.
Se o fato de ser uma feia-bonita é, digamos, uma ótima compensação, ser um feio-bonito é o prêmio máximo. Eu, ao menos, prefiro-os disparadamente aos bonitos-bonitos. Não é que eu tolere um narigão num homem: ele tem que ter um! Nada de baby face. É obrigatório uma cicatriz, ou um queixo pronunciado, um olhar caído. Você está se lembrando de um monte de cafajestes, eu sei. Ou de um monte de italianos. É esse tipo mesmo, você pegou o espírito da coisa.
Feias-bonitas e feios-bonitos tornam a vida mais generosa, democrática, divertida e interessante. Não podemos ter tudo, mas algo se pode ter.

Quem escreveu esse texto foi Martha Medeiros, feia-bonita assumida, que tem algo interessante que cativa: o dom da escrita!
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sábado, fevereiro 25, 2012


Imagem do Dia

"De algum secreto lugar me vem a força para erguer a xícara, acender o cigarro, até sorrir quando alguém me diz: ‘Você hoje está com a cara ótima’, quando penso se não doeria menos jogar-me de um décimo primeiro andar.” – Lya Luft
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segunda-feira, janeiro 16, 2012


Sensações

Não vou deixar de citar um dos sentimentos proporcionais que é capaz de mudar status e ações. Digo-lhes por que passo por isso sempremente, não foi e não é de agora que se passa sensações de alegrias que suportam-me por muito tempo. Uma delas está relacionada ao pensar em estar ao teu lado dançando juntinho este remelexo musical. Jamais pararei um segundo sequer para tentar mudar estas sensações, pois delas busco poucas vezes, mas perceptivel meu equilíbrio necessário. Quando existe ausência, surge a saudade com um papel não tão importante mas precisa, pois é dela que busco a lembrança e que me traz a esperança de um dia poder realizar e sentir este seu calor que já não faz parte de uma "primeira impressão". Esta saudade vem de conjunto da solidão tanto quanto esquisita e desanimadora. E é em você que surge sentimentos inexplicáveis.
Escrito pelo blogueiro Junior Fernandes, que vive à procura do seu Equilíbrio Necessário!
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sexta-feira, dezembro 16, 2011


Âmago

Cintilam meus orbes mirados em você
Mesmo quando meu pensamento é quem mira,
E a utopia estufa e explode o peito,
Caem e colorem os confetes,
Nasce e morre em uma mesma vida.

Corre devagarzinho pelo tempo o nosso sentimento,
Mas tão lento que chega a corroer,
Pois estátua é tudo que consigo imitar
Quando, num relance, cruzam os entreolhares…
E eu seria capaz de mergulhar pelos sete mares,
Cê sabe… Como uma música.
Poema escrito por Vanessa Rodrigues!
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quinta-feira, novembro 03, 2011


Pedaço do Tempo

- Talvez as pessoas devessem olhar para trás de vez em quando ao invés de se importarem tanto com o que tem pela frente – eu disse a vovó um dia.
Minha avó tem uma casa grande e antiga, dos velhos tempos em que o verde era uma cor conhecida pelas pessoas e das palavras perdidas. O futuro tratou de afugentar muita coisa durante seu caminho ininterrupto e sinto que muitas delas eram valiosas.
A casa de minha avó tem um baú de madeira, daqueles que foram montados quando ainda existiam árvores e toda uma fauna que hoje só se vê em fotografias e chamamos aquele baú de "pedaço de tempo", pois vovó guarda nele várias coisas antigas que deveriam ter sido preservadas.
- O que é isso? – eu perguntei certa vez segurando um objeto estranhamente familiar.
Ela sorriu com seu jeito amável e cansado e falou:
- É um diário.
- As pessoas escreviam em papéis no seu tempo, vovó?
- Sim, era uma prática muito comum – ela respondeu. – A maioria das palavras se perderam quando as pessoas deixaram de lado seu contato com elas.
- Mas você se lembra de todas, não é?
- Pelo menos das mais importantes, sim – ela sorriu enquanto eu folheava o tal diário, tão obsoleto e ao mesmo tempo tão singelo. – Você já ouviu falar em nostalgia?
Pensei por um momento e percebi que estava diante de uma das fantásticas palavras perdidas, sem me demorar sacudi a cabeça.
- Nostalgia é um sentimento ameno que te cutuca o peito e dá uma saudade gostosa de tempos que já se foram.
- Saudade? – eu perguntei intrigado.
- A saudade é a falta de um pedacinho de seu coração que se perdeu pelo caminho – ela contou com os olhos brilhando. Sempre gostei de conversar com ela e vê-la trazendo as palavras de volta à vida, mesmo que muitas vezes suas descrições não fizessem o menor sentido para mim, eu sei que as pessoas de seu tempo sabiam exatamente o que ela queria dizer.
- Eu queria ter nascido naquele tempo – eu confessei.
- Foi uma época boa para se nascer – ela comentou. – Apesar de haver muita coisa ruim, houve momentos de paz e solidariedade.
- Solidari... o quê?
Ela soltou uma gargalhada leve e acho que o som seria como folhas se arrastando no vento do outono, mesmo sem nunca ter escutado.
- As pessoas costumavam ajudar umas as outras, não a maioria delas, é claro, mas uma parte da humanidade tinha um bom coração. Hoje em dia falta amor e reciprocidade.
- Não conheço estas duas palavras vovó – eu disse encabulado, havia muita coisa que eu não conhecia e minha sede de conhecimento era grande.
- Sente-se aqui – ele indicou seu colo e apanhou o diário de minhas mãos. – Para lhe falar sobre o amor é preciso contar a história de quando conheci seu avô, pois foi exatamente ele que me apresentou o tal do sentimento.
Meus olhos se arregalaram e eu me aninhei em seu colo, esperando ansiosamente pelo início de sua história, já desejando viver uma igual.
Ela começou a ler as velhas palavras nas folhas amarelas do diário e eu me senti tragado para uma viagem ao passado, onde tudo parecia ter sido mais vivo e cheio de amor, ainda que eu não saiba o que ele significa.
Vou ficar quietinho agora para ouvir atentamente, se nos toparmos outra vez pode ser que eu lhe conte o que é o amor, se não, boa sorte em encontrá-lo.
Conto apaixonante escrito por Rodolpho Padovani.
Hoje fazem dois anos que Rodolpho tem o seu blog! Aproveite e clique acima, conheça o trabalho dele e dê os parabéns!
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sexta-feira, outubro 14, 2011


Se você consegue...

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado… Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados… Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite… Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado… Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela… Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Carlos Drummond de Andrade.
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quinta-feira, outubro 06, 2011


É sempre Saudade

Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida…
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei. Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser. Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro. Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser. Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu;
De quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer. Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse, de certo gostaria de experimentar. Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências. Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava totalmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade; Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi… Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota. Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e clarear sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples “I Miss You”, ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha. Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas. E é por isso que eu tenho mais saudades, porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos. Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência.
Sentir saudades, é sinal de que se está vivo e a vida, mesmo com tantas saudades, depois dos amigos, é o bem maior que possuímos.
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segunda-feira, setembro 26, 2011


O Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.
George Carlin
Apaixonei nesse texto.
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quinta-feira, setembro 15, 2011


Inundação

Há um rio que atravessa a casa. Esse rio, dizem, é o tempo. E as lembranças são peixes nadando ao invés da corrente. Acredito, sim, por educação. Mas não creio. Minhas lembranças são aves. A haver inundação é de céu, repleção de nuvem. Vos guio por essa nuvem, minha lembrança.
A casa, aquela casa nossa, era morada mais da noite que do dia. Estranho, dirão. Noite e dia não são metades, folha e verso? Como podiam o claro e o escuro repartir-se em desigual? Explico. Bastava que a voz de minha mãe em canto se escutasse para que, no mais lúcido meio-dia, se fechasse a noite. Lá fora, a chuva sonhava, tamborileira. E nós éramos meninos para sempre.
Certa vez, porém, de nossa mãe escutámos o pranto. Era um choro delgadinho, um fio de água, um chilrear de morcego. Mão em mão, ficámos à porta do quarto dela. Nossos olhos boquiabertos. Ela só suspirou:
- Vosso pai jã não é meu.
Apontou o armário e pediu que o abríssemos. A nossos olhos, bem para além do espanto, se revelaram os vestidos envelhecidos que meu pai há muito lhe ofertara. Bastou, porém, a brisa da porta se abrindo para que os vestidos se desfizessem em pó e, como cinzas, se enevoassem pelo chão. Apenas os cabides balançavam, esqueletos sem corpo.
- E agora - disse a mãe -, olhem para estas cartas.
Eram apaixonados bilhetes, antigos, que minha màe conservava numa caixa. Mas agora os papéis estavam brancos, toda a tinta se desbotara.
- Ele foi. Tudo foi.
Desde então, a mãe se recusou a deitar no leito. Dormia no chão. A ver se o rio do tempo a levava, numa dessas invisíveis enxurradas. Assim dizia, queixosa. Em poucos dias, se aparentou às sombras, desleixando todo seu volume.
- Quero perder todas as forças. Assim não tenho mais esperas.
- Durma na cama, mãe.
- Não quero. Que a cama é engolidora de saudade.
E ela queria guardar aquela saudade. Como se aquela ausência fosse o único trofeu de sua vida.
Não tinham passado nem semanas desde que meu pai se volatilizara quando, numa certa noite, não me desceu o sono. Eu estava pressentimental, incapaz de me guardar no leito. Fui ao quarto dos meus pais. Minha mãe lá estava, envolta no lençol até à cabeça. Acordei-a. O seu rosto assomou à penumbra doce que pairava. Estava sorridente.
- Não faça barulho, meu filho. Não acorde seu pai.
- Meu pai?
- Seu pai esta aqui, muito comigo.
Levantou-se com cuidado de não desalinhar o lençol. Como se ocultasse algo debaixo do pano. Foi à cozinha e serviu-se de água. Sentei-me com ela, na mesa onde se acumulavam as panelas do jantar.
- Como eu o chamei, quer saber?
Tinha sido o seu cantar. Que eu não tinha notado, porque o fizera em surdina. Mas ela cantara, sem parar, desde que ele saíra. E agora, olhando o chão da cozinha, ela dizia:
- Talvez uma minha voz seja um pano; sim, um pano que limpa o tempo.
No dia seguinte, a mãe cumpria a vontade de domingo, comparecida na igreja, seu magro joelho cumprimentando a terra. Sabendo que ela iria demorar eu voltei ao seu quarto e ali me deixei por um instante. A porta do armário escancarada deixava entrever as entranhas da sombra. Me aproximei. A surpresa me abalou: de novo se enfunavam os vestidos, cheios de formas e cores. De imediato, me virei a espreitar a caixa onde se guardavam as lembranças de namoro de meus pais. A tinta regressara ao papel, as cartas de meu velho pai se haviam recomposto? Mas não abri. Tive medo. Porque eu, secretamente, sabia a resposta.
Saí no bico do pé, quando senti minha mãe entrando. E me esgueirei pelo quintal, deitando passo na estrada de areia. Ali me retive a contemplar a casa como que irrealizada em pintura. Entendi que por muita que fosse a estrada eu nunca ficaria longe daquele lugar. Nesse instante, escutei o canto doce de minha mãe. Foi quando eu vi a casa esmorecer, engolida por um rio que tudo inundava.
Mia Couto, O Fio das Missangas
(Apaixonei nesse conto e nesse livro)
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sexta-feira, setembro 02, 2011


A Patética Fragilidade

Deve ser por isso que fico (ficamos todos, acho) tão abalado quando, sem nenhuma preparação, ela acontece de repente. E então o espanto e o desamparo, a incompreensão também, invadem a suposta ordem inabalável do arrumado (e por isso mesmo “eterno”) cotidiano. A morte de alguém conhecido ou/e amado estupra essa precária arrumação, essa falsa eternidade. A morte e o amor. Porque o amor, como a morte, também existe - e da mesma forma dissimulada. Por trás, inaparente. Mas tão poderoso que, da mesma forma que a morte - pois o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego tracando, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável) -, nos desarma.
O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade.
Trecho de "Em memória de Lilian (Lemmertz)" do querido Caio Fernando Abreu
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quinta-feira, agosto 25, 2011


Não seja mais um clichê!

Demoramos para construir uma identidade própria. Um estilo músical com nosso DNA, um jeito de se vestir peculiar, porém nosso. Até mesmo nas frases que falamos, quando muito repetidas, se tornam marca própria, de tão originais. Tentamos, de qualquer modo, sermos diferentes num mundo onde cada vez mais assistimos os indivíduos serem todos iguais. Não sei vocês, mas eu tento. Detesto música de rádio, que todo mundo acaba sabendo a letra de cor de tanto que escuta. Mal uso calça jeans e tênis, adoro peças de roupa garimpadas a dedo para que poucas pessoas tenham igual - e com as combinações que invento, me surpreendo quando aparece alguém parecido comigo. Meu medo de arriscar é pequeno; meu bom senso, nem sempre bem aproveitado. A verdade é que adoro inovações, o diferente me fascina. E quando gente que tem a maior vocação do clichê começa a banalizar os jeitos, as vestes, os ditos, as poses alheias e diferenciais a raiva que nasce aqui é grande. É tão intrínseca a essência de pessoas assim, indescobertas de si mesmas, para que o outro seja um exemplo tão grande a ponto de querer captar o brilho, a modernidade, ímpar sem notar que, ser par é ser apenas uma imitação barata?
Nossas vivências, sempre tão diferentes. Nossa experiência, nunca igualada às demais. Nossos gostos secretos, quando revelados ou causam identificação, ou adoração, ou até mesmo repulsa. O problema se dá em notar a falsidade de quem finge que gosta, para parecer bacana. Sinto ciúme daquilo que sei que soa muito melhor nos meus ouvidos, cai mil vezes melhor no meu corpo, sai com muito mais naturalidade no som da minha voz. Se há a chance de sermos únicos, por que a insistência em nos transformarmos e alienarmos em robôs de elite, pré-fabricados e idênticos à todos esses que rondam as cidades, almoçam em bando, saem do trabalho às 18 horas em seus carros populares? Incompreendo. Devemos buscar a cultura de algum modo para, abrangentes em conhecimento, possamos escolher um modo de causar (ou ser) a diferença.
Para sermos uma lembrança excepcional nas mentes de quem passa por nós e nem sempre fica, autencidade em primeiro lugar. Parar de fugir de si mesmo, largar mão de almejar subir ao pódio da adoração que a sociedade impõe aos diversos clichês, quase personagens, do cotidiano. Daí que quando paramos um pouquinho nossa frenética rotina, pedacinhos da gente se estilhaçam ao redor, como se fosse normal copiar quem cria, plagiar quem escreve e reproduzir quem não se é pelos cantos do mundo.
Preservar o lado excêntrico, a loucura dos detalhes de cada um é lei. Interferir na norma de outros indíviduos que construíram a própria personalidade, grave infração. Que se busque o sonho mais particular, desejos absolutos, minuciosidades inconfundíveis. Esqueça a ordem natural das coisas, dê um basta naquilo que parece mesmo, mas na verdade não é nada. Se permita as estranhezas que também apaixonam, as manias que nos fazem nunca mais esquecer. A mesmice quadrada que vemos por aí enjoa, só de olhar; cair na trama de participar dessa existência singular como coadjuvante, um modo de sobreviver? Cada um de nós nasce original de fábrica.
Morrer como mais uma cópia, pra que?
Escrito pela queridíssima e linda gaúcha Camila Paier, do blog Calma, Camila!
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terça-feira, agosto 23, 2011


Imagem do Dia

"Tô esperando o dia que isso vai passar.” – Tati Bernardi
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sexta-feira, agosto 19, 2011


#nowplaying

Depois que descobri a voz e o talento desse cara, ele se tornou um dos meus cantores preferidos! As músicas dele são encantadoras, super lindinhas, e não tem como discordar!
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quinta-feira, agosto 18, 2011


Não nos contaram

Hoje é o momento ideal pra falar de sacanagem.
Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem
e práticas perversas, sinto muito.
Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer,
só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja,
e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida
merece carregar nas costas a responsabilidade de completar
o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.
Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um",
duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação.
Que só sendo indivíduos com personalidade própria
é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório
e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados,
que os que transam pouco são caretas,
que os que transam muito não são confiáveis,
e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.
Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz,
a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas,
são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, nem contaram que ninguém vai contar.
Cada um vai ter que descobrir sozinho.
E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo,
vai poder ser muito feliz se apaixonar por alguém.
Martha Medeiros contou o que não nos contaram!
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quinta-feira, agosto 04, 2011


Com drama!

De repente olhamos pra dentro de nós e a única coisa que enxergamos é esse borrão de sentimentos que nos cobre por inteiro. Não cabe a nós tentar apagá-lo. A gente nunca se acostuma a perder o controle sobre o que sentir, quando sentir ou como sentir, mas é nesse momento que a gente se depara com caminhos pelos quais nunca pensamos que íamos passar. Então a gente começa a perceber que o que desejáva-mos não era o suficiente e que podemos ir mais além. Por mais estranho e nebuloso que seja o caminho a gente arrisca e arriscar é completamente normal. Normal porque já nos acostumamos a fazer as coisas por impulso. Por mais que tentemos mudar, no final das contas a gente sempre acaba voltando pro mesmo lugar. Aquela velha dor no peito não nos deixa esquecer e, pra falar a verdade, nem sempre a gente deseja curá-la. Não faz sentido, mas quem já sentiu entende.
Escrito pela querida Jullie, do blog Sinta o Amor.
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terça-feira, julho 26, 2011


De pedra, Zé.

Essa vida viu, Zé. Pode ser boa que é uma coisa. Já chorei muito, já doeu muito esse coração. Mas agora tô, ó, tá vendo? De pedra. Nem pena do mundo eu consigo mais sentir. Minha pureza era linda, Zé, mas ninguém entendia ela, ninguém acolhia ela. Todo mundo só abusava dela. Agora ninguém mais abusa da minha alma pelo simples fato de que eu não tenho mais alma nenhuma. Já era, Zé. É isso que chamam de ser esperto? Nossa, então eu sou uma ninja. Bate aqui no meu peito, Zé? Sentiu o barulho de granito? Quebrou o braço, Zé? Desculpa!
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sábado, julho 23, 2011


Para não dizer que estive só

Pelo menos nos últimos meses, não me têm acontecido nada além de fantasias... Fechei o livro. Não suportava mais tanta verdade escarrada em palavras corridas. Eu tinha Caio como um grande amigo, mas desses amigos que não temos certeza se gostamos ou não. Desses que sabem exatamente quem somos. Desses que fazem companhia quando não há mais ninguém.
Meus óculos escorriam pelo meu nariz como lágrimas. Talvez fosse essa minha sina: chorar
por tudo, exceto pelo olhos. Ser uma eterna lágrima que nunca é derramada. Fato por fato, eu gostaria de ter certo controle sobre tudo aquilo que sou - ou que finjo ser, ou que gostaria de ser, enfim. Mas, é claro, na maioria das vezes eu não conseguia.
Eu precisava fumar, beber, ou qualquer uma dessas coisas que ajudam a expulsar a solidão (ou será que elas só a aumentam?). Levantei com a boca seca e me olhei no espelho. Vi uma devastação tão grande que doeu. O que eu tinha feito comigo? Onde estavam os bons cuidados com a pele, com a barba, com o cabelo? A mania de perfume, os olhos que sorriam?
Olhei-me no espelho e não sabia quem estava vendo.
Peguei as minhas chaves e sai. Os corredores estavam quase escuros enquanto às seis da tarde tomavam o céu, devagarzinho como quem toma sorvete, pra não congelar o cérebro. Abracei meu corpo e caminhei.
Duas gotas de suor escorreram pela minha nuca em direção meu pescoço. Não tentei limpar. Meus dedos estavam firmemente cravados na carne da minha cintura e eu não sabia se ainda era capaz de movê-los. Meu pulso batia mais forte em minha jugular a cada vez que uma daquelas luzes saltava para um número menor.
Então ele chegou.
As portas de metal rangeram pra mim e as observei com um olhar apavorado. Primeiro, tentei me convencer que era besteira tentar enfrentar aquilo. Todo mundo precisa ter medo de alguma coisa nessa vida. Eu tinha medo de lugares fechados, então não precisava enfrentá-los...
Depois me lembrei do que o meu psicólogo tinha falado sobre enfrentar os medos, sobre ser alguém corajoso e especialmente sobre como aquilo poderia facilitar minha vida já que eu morava no décimo andar. Também pensei nos cigarros e com um suspiro, entrei.
Um medo, um desespero, um pavor, uma sensação de falta de ar. Meu coração estava disparado como se estivesse fugindo de algo. E eu estava. Tentei sufocar meu medo dentro de mim, mas não ajudou em nada. Apertei minha carne mais ainda. Quis sair dois segundos depois de por os pés naquele metal. Dei um passo pra frente, mas era tarde, as portas já haviam se fechado. Meio que tremendo, apertei o botão do térreo e esperei bem perto da porta.
Só então percebi que não estava sozinho.
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segunda-feira, julho 18, 2011


Tudo mudou!

O rouge virou blush,
O pó-de-arroz virou pó-compacto,
O brilho virou gloss,
O rímel virou máscara incolor;

A Lycra virou stretch,
Anabela virou plataforma;

O corpete virou porta-seios …
Que virou sutiã …
Que virou lib …
Que virou silicone!

A peruca virou aplique … interlace … Megahair … Alongamento!

A escova virou chapinha,
'Problemas de moça' viraram TPM;

Confete virou MM;
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